Olá a todos.
Hoje vou falar mais um pouco de mim no blogue e da forma como fui introduzida ao mundo do Falso Vitral.
Com os meus 6/7 anos de idade já gostava de fazer fios e pulseiras de contas/missangas. Vulgarmente, as contas que vendiam para estes tipos de trabalho eram feitas de massa pintada mas as minhas preferidas eram as mais raras, as contas de vidro.
Quando comecei a ter interesse pela Arte em Vidro em geral e pelo Falso Vitral em particular ainda não existia a Internet da forma como a conhecemos hoje.
A curiosidade pela Arte em Vidro surgiu primeiro durante as minhas visitas à Feira Anual da cidade. Havia diversos artistas que andavam de feira em feira a vender peças decorativas de vidro. Eles gravavam e sopravam o vidro ao vivo e eu gostava imenso de ficar a observá-los. Haviam lindos cisnes soprados em vidro de diversas cores, canecas personalizadas com o nome ou o símbolo do clube de futebol, candeeiros de vidro, espanta espíritos, etc.
Quem me introduziu ao Falso Vitral foi o meu pai que, em 1993, me apresentou à artista Nina da Cunha Leite. Recebi as primeiras lições de Falso Vitral no seu estúdio particular aqui no Algarve. Na altura, a Nina dava aulas de Educação Visual em escolas públicas mas tinha um estúdio em casa. No seu estúdio, ela realizava restauros, Falso Vitral (painéis e biombos) e Azulejos pintados à mão. Foi a Nina que me ofereceu os primeiros desenhos que fiz. Depois de realizar pequenos trabalhos com supervisão, o primeiro desenho que utilizei para um quadro de Falso Vitral (que actualmente se encontra pendurado na sala da casa da minha mãe) tinha sido feito e oferecido pela minha grande amiga Nanda. Eu e a Nanda, gostávamos de fazer desenhos abstractos e rendilhados de cornucópias e um dos desenhos que me ofereceu era perfeito para um trabalho de Falso Vitral.
O meu contacto com a Nina durou cerca de um ano. Actualmente, já faz bastante tempo desde a última vez que a vi, talvez meia dúzia de anos.
Nunca recebi qualquer tipo de formação nesta área, aprendi praticando. Tal como me apresento no perfil do Arte em Vidro sou apenas uma curiosa autodidacta. Foi desta forma que surgiu o meu interesse e gosto pelas Artes no Vidro.
Até breve :)
31.8.10
28.8.10
Limpeza dos Pincéis ao usar Vernizes Vitral
Os vernizes vitral utilizados para fazer Falso Vitral são resinosos e de secagem rápida. Assim, para manter os pincéis em bom estado há que os limpar, o mais rapidamente possível, após cada utilização.
O diluente vulgar é eficaz para a remoção dos vernizes se for usado antes do verniz secar.
Geralmente, para limpar bem um pincel com restos de verniz vitral basta mergulhá-lo durante 1 minuto em diluente e depois passar bem por água. Depois de passar o pincel por água, uso um pano, ou papel de filtro de café, para o secar e também para verificar se ficaram restos de verniz no pincel. Se verificar que ainda existem restos de verniz, repito o processo anterior.
Se o verniz já tiver em processo de secagem será mais difícil removê-lo do pincel. Neste caso, pode tentar remover o verniz utilizando um líquido para limpeza de pincéis específico para tintas acrílicas e óleo.
Mergulhe o pincel no líquido e pressione um pouco o pincel até verificar que o verniz está a diluir. Seguidamente, passe o pincel por água e deixe secar.
O diluente comum é muito mais barato que os outros tipos de diluentes. Aqui em Portugal, o diluente pode ser comprado em embalagens (latas ou frascos) de 1 litro ou mais. A foto acima mostra uma embalagem pequena de líquido de limpeza para pincéis usados em tinta acrílica e óleo. A embalagem da foto tem apenas 75 ml e custou 4.50 Euros. Com o mesmo valor, consigo comprar uma embalagem de um litro de diluente comum.
Desta forma, e porque os bons pincéis também não são muito baratos, vale a pena ter o cuidado de os limpar logo após a sua utilização.
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